Pensei muito em escrever este artigo, mas tomei coragem e escrevo, já esperando retaliações, como vejo acontecer em muitos lugares onde se veiculam opiniões como a minha, mas se esta for a última postagem deste blog que assim seja...
Me incomoda o rumo que as eleições estão tomando...
Ver cristãos católicos defendendo e apoiando um sujeito que nem católico é (o que afinal não seria problema), mas que é visto como um ungido de Deus, mas que defende tudo o que a Igreja prega. Afinal Jair Bolsonaro defende abertamente o uso da violência e da pena de morte como solução para o país. Me incomoda verem católicos defendendo veementemente este cidadão, de maneira absoluta e radical, como que fechando os olhos para o fato de que em seus discursos e atitudes está indo contra o evangelho de Cristo. E ainda mais, porque a pouco tempo atrás (seis meses), passamos por uma Campanha da Fraternidade cujo tema era justamente a superação da violência, e onde o Manual dizia claramente que "a violência não se resolva atrás de mais violência"muito pelo contrário. A violência só vai gerar mais violência numa espiral que só vai acabar num grande derramamento de sangue. É claro que devemos resolver o problema da criminalidade do Brasil, mas isso não vai se resolver com repressão. Vai se resolver com educação, com o resgate de valores esquecidos e com governos que realmente olhem para o povo.
Fora o fato de que o Papa Francisco declarou à pouco tempo atrás de "pena de morte é um pecado".
E temos católicos fechando os olhos para essas declarações para combater um inimigo imaterial, um comunismo que no dizer de alguns está prestes a tomar o poder. Aliás, não foi essa mesma desculpa que os militares usaram para tomar o poder em 64?
Bom, não aceito e não concordo com a corrupção, mas ela não é produto de um partido político ou grupo. São de hábitos arraigados na cultura do povo e que infelizmente eu vi até na novena da nossa padroeira Santa Teresinha neste final de semana (mas sobre isso falo em outro post).
E aqui vai uma notícia. Ela não vai acabar com Bolsonaro, como não acabou com Temer, como se pregava a dois anos atrás com o impeachment. Talvez nem nós vejamos o fim dessa corrupção. Mas não é com um governo.
O que podemos perder é a liberdade e a democracia duramente conquistadas, ao longo desses 34 anos de redemocratização.
É engraçado dizer que caso o PT vença o Brasil vai virar uma nova Venezuela, quando é justamente Bolsonaro que declara, em seus discursos que vai atentar contra a democracia.
Aos que lerem este post até domingo, reflitam com carinho nestas palavras.
E que Deus nos abençoe para que escolhamos o caminho certo para o Brasil.
Fiquem com Deus.