Mais uma vez pergunto: o que Jesus diz sobre isso: "não julgueis para não serem julgados" e "com a mesma medida que julgarem serão julgados. Mas nós, com a arrogância do nosso tempo, não só julgamos antecipadamente como já condenamos os acusados muitas vezes os condenando a um ostracismo absoluto. Nos últimos anos vemos várias denúncias. A Operação Lava-Jato aqui no Brasil prendeu políticos como nunca na história do nosso maltratado país. No entanto, parece que só ficamos satisfeitos se o político preso for condenado. É claro, que para o político ser preso houve uma grande investigação. No entanto, deve haver um processo para que a condenação seja efetivada. As provas colhidas durante a investigação não devem ser consideradas como definitivas. Até porque muitas provas vem de depoimentos, ou seja, do que as pessoas disseram. O processo legal é quem vai determinar se o que foi dito é real ou uma acusação vazia para causar impacto.
O que eu quero dizer aqui é que, nós como cristãos não devemos nos indignar caso alguém seja inocentado. É claro que a justiça brasileira de imparcial não tem nada. Mas há um princípio legal e humano que é a presunção de inocência. Ninguém deve ser condenado só porque foi acusado. Afinal, ninguém gostaria de ser condenado sendo inocente. Devemos cuidar, principalmente como cristãos para pedir a condenação de todos os políticos. Devemos, sim, pedir a justiça, ou seja, que os acusados sejam investigados e com todas as chances de defesa terem o resultado justo e merecido.
Senão teremos muitos condenados e muitos soltos posteriormente. E no final da vida, poderemos ser julgados com um rigor muito maior do que esperamos.
Que Deus nos livre disso.